Como falamos no ultimo post, enquanto a agricultura convencional a fertilização química é aplicada diretamente na planta empobrecendo o solo, o esquema da imagem acima mostra como a cultura orgânica promove a presença da matéria orgânica envolvendo processos biológicos, químicos e físicos.
A combinação destes processos forma um ciclo virtuoso que ao contrário da cultura convencional, enriquece e traz enormes benefícios a saúde do solo.
O diagrama descreve com fidelidade a tripla finalidade do solo orgânico:
– biológica, ao somar as funções de fonte de energia, de reservatório de nutrientes e suporte ao conjunto solo/planta;
– química, pois aumenta a capacidade de troca catiônica (fundamental na nutrição da planta) e a ligação com minerais do solo; e
– física, ao garantir a estabilidade estrutural do solo, aumentar substancialmente a retenção de água e reduzir as oscilações de temperatura do ambiente
Esse conjunto de funções distintas apresenta um conjunto único de qualidades, pouco reconhecido e portanto pouco utilizado.
São essas qualidades que se perdem no sistema convencional de produção de grãos, cujo manejo se baseia em produtos químicos (nutrição), tóxicos (defensivos) e intensa movimentação do solo.
Um dado adicional: 1% de matéria orgânica nos 15 cm superficiais da região radicular pesa por volta de 20.000 kg por hectare.
Até o próximo post!

